Sempre fui incentivada pelos meus pais a ler e escrever, foram eles que me ensinaram a escrever meu nome. Recordo que quando eu tinha 5 anos meus pais me davam papel e lápis párea desenhar, muitas vezes pegava este material e andava pela casa a procura de palavras, copiava as marcas dos eletrodomésticos, outras vezes pegava alguma embalagem e copiava algumas informações, para mim esta era uma atividade divertida.
Durante a infância junto
com os amigos brincava de escolinha, todos tinham a oportunidade de ser
professor e aluno, quando estava no 1º ano, comecei a perceber que conseguia
ler, foi uma grande descoberta, quando passeava pela cidade de carro ou de
ônibus, queria ler tudo que passava rapidamente pelos meus olhos, era incrível;
agora todas as letras tinham significado, eu não precisava mais ficar
perguntando para os adultos o que estava escrito.
Recordo que o primeiro livro que ganhei foi:
“A Fada que tinha ideias”, eram
histórias fascinantes!
Li muitos livros, fui à
biblioteca diversas vezes acompanhada da minha mãe ou do meu irmão, eu escolhia
os livros que gostaria de ler, levava para casa, após a leitura eu contava a
história para minha família. Sempre gostei de ler, hoje muitas vezes leio mais
materiais que necessito para minhas aulas, para os cursos, infelizmente tenho
pouco tempo livre para escolher livros como os de romance que me agradam tanto.
Ler nos faz viajar,
imaginar, refletir, é muito importante, aprendemos novas palavras, conhecermos novas
histórias, ampliarmos os conhecimentos, etc. ler. As vezes pergunto as pessoas se gostam de ler.
Muitos me dizem que não leem porque é chato, porque demora.
Quando a criança é
incentivada desde pequena a descobrir o universo da leitura, ela permanecerá
neste caminho e buscará os assuntos que mais lhe agradam, ou procurará temas
curiosos e interessantes. Eu sempre
tento mostrar aos meus alunos e amigos o quanto divertido e prazeroso pode ser
ler.
Destaco esta frase de Contardo: “ ...A
vida é
inventada a partir de uma combinatória de sonhos que já foram sonhados.” As vezes durante a leitura de um texto tenho esta sensação, parece
que o escritor está escrevendo algo que eu sinto, que já vivi, ou que anseio.

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