sexta-feira, 21 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem - Crônica Narrativa. Texto: "Pausa" Moacir Scliar
                                                             Pausa 
“Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu,bocejando:— Vais sair de novo, Samuel? Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz. — Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente. Ela olhou os sanduíches: — Por que não vens almoçar?— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche. A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou o chapéu:— Volto de noite. As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta. Como pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:- Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente... - Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel. - Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu a chave. Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto. Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d'água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira. Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos. Dormir. Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos. Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido. Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados; índio acabara de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhado de suor. Samuel tombou lentamente: ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio. Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.- Já vai, seu Isidoro?- Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo. Samuel saiu. Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.“ 
Público alvo: 9º ano do Ensino Fundamental
 
Objetivos: Despertar o interesse pela leitura ;trabalhar o gênero: Crônica; desenvolver habilidades de leitura e produção, utilizando conhecimentos da norma-padrão; localizar informação explícita e implícita; identificar o tema;  reconhecer características do gênero.
Competências:
  • Refletir sobre situações próximas da vida cotidiana;
  • Fazer comparações entre a crônica "Pausa" e o filme "Doce Novembro";
  • Desenvolver as capacidades de leitura;
  • Selecionar ideias e organizá-las para a produção oral e escrita de crônicas;
Estratégias: Aula interativa, com a participação dialógica do aluno,
com a preparação e o conhecimento de conteúdos e estratégias por parte do professor;
rodas de leitura; trabalhos em duplas e grupos;
Uso de recursos audiovisuais;
Valorização do cotidiano escolar e de um aprendizado ativo centrado no fazer.
 
Avaliação: Participação oral dos alunos na análise dos textos; produção de uma crônica narrativa a ilustração interpretativa sobre os textos.
Recursos: Copia dos textos , das atividades, copia da letra da música; uso do datashow para reprodução da estrutura textual e seus elementos.
                                Sequência didática
1ª etapa - 2 aulas
-Leitura silenciosa do texto selecionando as palavras desconhecida
- pesquisa das palavras desconhecidas no dicionário
- leitura compartilhada
 
2ª etapa -4 aulas
 
Informações sobre o texto:
-Qual é o assunto que o texto menciona?
-Por que o personagem sai de sua casa para ficar num quarto de hotel?
-O que significa a palavra "pausa" na vida de uma pessoa?
-O que o título do texto sugere?
-O que a rotina pode causar na vida das pessoas?
-Qual é o percurso que a personagem faz da sua casa até chegar ao hotel?
-Você já precisou dá uma pausa em sua vida?
-Qual é o foco narrativo do texto?
-Descrição do ambiente e do personagem.
 
3ª etapa -4 aulas
 
-Apresentação dos gêneros textuais
-Crônica
-Características do gênero crônica
 
4ª etapa -2 aulas
Percepções das relações de intertextualidade .
Intertextualidade com o trecho do livro  “Olhai os lírios do campo” de Érico Veríssimo e com a letra da música "Epitáfio" dos Titãs.
“Quero que abra os olhos, Eugênio, que acorde enquanto é tempo. Peço-te que pegues a minha Bíblia que está na estante de livros, perto do rádio, leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar, pois a página está marcada com uma tira de papel. Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo que não trabalham nem fiam, e no entanto nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles.
Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
Não penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou que ache que o povo devia viver narcotizado pela esperança da felicidade na “outra vida”. Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e da persuasão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.
Quando falo em conquista, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação. E quando falo em aceitar a vida não me refiro à aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades, malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me, sim, à aceitação da luta necessária, do sofrimento que essa luta nos trará, das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar.” 
         EPITÁFIO

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr.
Ouça a música COTIDIANO do cantor e compositor Chico Buarque 
 Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.

Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.

Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.

Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.

Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.

Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.

Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.

Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.

Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
 E me beija com a boca de hortelã.

 
5ª etapa - 4 aulas
 
-Exibição do filme -Doce Novembro
-Socialização
-Produção de uma crônica
 
Referências:
 SCLIAR, Moacyr. In: BOSI, Alfredo. O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo: Cutrix, 1997.
Dolz, Joaquim; Schneuwly, Bernard. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita – Elementos para reflexões sobre uma experiência Suíça (Francófona), 1996.
Rojo, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. LAEL/PUC-SP, 1994.
Olhai os Lírios do Campo  "Érico Veríssimo"
Epitáfio "Titãs".
Cotidiano "Chico Buarque"
 
Lourdes

   O destaque de hoje é para:  Mário Prata

                                   

Mário Alberto Campos de Morais Prata (Uberaba11 de fevereiro de 1946) é um escritordramaturgocronista e jornalistabrasileiro.

 Conquistou reconhecimento como romancista, autor de telenovelas e de peças de teatro, sendo seus maiores sucessos a novela Estúpido Cupido(1976), as peças de teatro Fábrica de Chocolate(1979) e Besame Mucho (1982) e os livros Schifaizfavoire (1994), Diário de um Magro (1997), Minhas Mulheres e Meus Homens (1998) e              Purgatório (2007).


 Crônica: "Avestruz", de Mário Prata.


O filho de uma grande amiga, pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o que? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.

Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam a domicílio.

E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que ser assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quando pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.

Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.

Outro coisa que faltou foram dedos para ao pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!

Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio Camelus Australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.

Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa, não tem, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!

Podem gerar de 10 a 30 crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.

Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.

Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.

Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu. Pedi para a minha amiga levar o garoto numa psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.

Mário Prata

 

Governo do Estado de São Paulo 
Secretaria de Estado da Educação
Diretoria de Ensino Região de Americana
Curso de Atualização – Melhor Gestão. Melhor Ensino.

 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Situação de aprendizagem texto: Pausa


Oficina 2         Texto: Pausa     Autor: Moacir Scliar

Série/ ano: 9º ano
 

1)      O que você entende por PAUSA?

Em que momentos da vida necessitamos de pausa?

No dia a dia, quando fazemos pausas?

Você conhece e o que você sabe sobre o autor? (gênero, suporte)

 

2)      Após a leitura dos quatro primeiros parágrafos. Questionar:

O que você acha que Samuel faz todos os domingos?

Por que a mulher não ia junto?

Será que a personagem ia mesmo para o escritório?

Em que época se passa a história?

É uma narrativa?

Quais elementos de gênero crônica já podemos identificar?

Durante a leitura sublinhar palavras desconhecidas.

 

3)       Confirmação das hipóteses:

O que a fala do gerente nos revela sobre as saídas aos domingos de Samuel?

Por que o gerente o trata como Isidoro?

O que será que Samuel faz todos os domingos num hotel pequeno e sujo?

 

4)      Qual a importância da descrição das ações das personagens e do espaço?

Observação do espaço cronológico/ psicológico.

 

5)      Música: “Paciência” – Lenine

Paciência


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder ?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

A vida não para...

 

- Frase Drummond: “ A vida necessita de pausa”

- Tetê Espíndola: “Pausa”

Pausa


Tetê Espíndola


Chuva fina
Gota a gota cai
O tempo, a correnteza vai
Não há destino, só um ir
Não quer sentido
E tanto faz
Sentir o dia dilatar
De grão em grão
A sombra contrair
Ao contratempo de um hai-kai
O incenso doce e denso de hortelã
Da manhã
A surgir, a migrar
Trigo, estrada, moenda, roda d'água
Caminho do sol
Trino, ária, fuga, reza, pausa
Caminho do som.

 

- História em Quadrinhos (tirinhas) Mafalda, Snoopy




6)      Tema da Crônica: SOLIDÃO

Porque Samuel se isola?

 

 

Integrantes do grupo: Eliana, Diana, Lucimar, Patrícia, Leilamar, Natalina, Irena

Esta situação de aprendizagem foi desenvolvida  em um dos encontros presenciais realizados pela Diretoria de ensino de Americana.
 

 

 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Diretoria de Ensino de Americana-SP.
Curso de Atualização - Melhor Gestão Melhor Ensino.
Turma 5
PCNP de Língua Portuguesa: Luzia Aparecida Salmaso.
PROFESSORES:                          
 Ivete Morato Martins.                       EE Prof.ª Clarice Costa Conti
 Maria Carolina Cazzini.                    EE Prof.ª Clarice Costa Conti
Rosimeire Maria de Oliveira.             EE Prof.ª Niomar App.Mattos Gobbo Amaral Gurgel
Maria de Fátima Oliveira Martin.       EE Dr. João Thienne
 Gilmar Lopes Marinho.                     EE Prof.ª Romana de Oliveira Salles Cunha
Daiane Fernandes Moreira.               EE Prof.ª Romana de Oliveira Salles Cunha

A Teoria na Prática (09/05/2013).
Público-alvo: 6ºAno-Ensino Fundamental.
Tempo previsto: 12 aulas.
Texto: AVESTRUZ – Mário Prata.
-Situações de Aprendizagem:
1) Fazer a leitura do texto –comentários sobre o tema. Em seguida o estudo do vocabulário.

2) O texto abaixo é uma crônica, pois:
a)Possui versos curtos, com rimas.
b)Faz uma reflexão a respeito de uma questão controversa.
c)Os animais agem como seres humanos dentro do texto.
d)O texto é curto, trata de temas do cotidiano, de forma bem humorada.

3) Justifique a resposta dada na questão anterior, através de uma passagem do texto:

4) O professor montará um caça-palavras usando expressões do próprio texto. Os alunos deverão encontrar substantivos, verbos e adjetivos, pintando essas palavras com cores diferentes.

5) De acordo com as informações obtidas com a leitura a respeito da ave “avestruz”, faça uma ilustração que possa representá-la:

6) Enumere a sequência correta dos fatos.( O professor dividirá a sala em grupos, entregando as partes do texto que deverão ser colocadas na sequência dos fatos ocorridos).

7) Usar a sala de informática para pesquisar sobre a ave avestruz.

8) Pedir para que os alunos imaginem como seria a situação de criar a  avestruz dentro do apartamento e em seguida que  reproduzam  isso através de uma história em quadrinhos.

9) Produzir um acróstico a partir do título AVESTRUZ.

10) Reescrita coletiva do texto (com inferência do professor). Uso de diálogos, pontuação do discurso direto.

11) Dramatização do texto produzido pelos alunos.





Situação de Aprendizagem


Situação de aprendizagem. 6 º ano do Ensino Fundamental.

Edlene de souza bertipaglia- Escola Romana De Oliveira Salles cunha.



Conteúdo; texto  Avestruz

OBJETIVOS;Despertar o interesse pela leitura;desenvolver as habilidades escritoras utilizando a norma padrão da língua portuguesa; reconheceras características do gênero crônica narrativa.

Competências;
.Desenvolver capacidade leitora e escritora,
.Organizar e selecionar ideias para produção textual e oral;
.Desenvolver habilidades para reconheceras características do gênero.

Estratégias;
.Produção textual de acordo com a realidade do aluno e a comunidade onde está inserido, valorizando-as.
.Desenvolver habilidades para que os educandos reconheçam as características do gênero.
.Participação dialógica dos alunos; intervenção no conteúdo por parte do professor .
Avaliação;
Produção de uma crônica narrativa e ilustração interpretativa.

Recursos;
Texto Avestruz reproduzido no data show.
Sequência Didática;
1 etapa.2 aulas;
.Leitura silenciosa do texto Avestruz;
.Leitura compartilhada.
2 etapa. 2 aulas;
Informações sobre o texto;
Vamos conversar?
·         O que você acha de ter um animal de estimação?
·         Qualquer animal pode ser domesticado?
·         Você teria talvez uma onça em casa?E um avestruz?
·         Você já viu um avestruz?Sabe do seu tamanho?Do seu humor?

3 etapa. 2 aulas;

Leia agora o texto “Avestruz”
Mais um pouquinho de conversa.
·         Você gostou do texto?
·         Imaginou um Avestruz dentro de um apartamento?
·         Você acha que o menino que queria um avestruz tinha idade para decidir que tipo de animal deveria  ser levado para seu apartamento,ou essa é uma decisão que deveria ser tomada por um adulto?Por quê?

Avaliação diagnóstica. 2 aulas;


Agora responda no seu caderno:
·         Quantos personagens participam da história?
·         O foco narrativo é de 1ª ou 3 pessoa?
·         Quanto tempo parece durar a história?
·         No texto, podemos encontrar um grande conflito vivido pelos personagens.
Explicação do professor;

Em relação a linguagem:
·         Você encontrou alguma dificuldade de entendimento?
·         Essa linguagem está mais próxima do nosso jeito de falar no dia a dia ou das regras gramaticais.


Produção de texto;
.
Pense no tema:Animal de estimação.
Produza uma crônica com esse tema, você poderá contar sobre qualquer situação que pode ser vivida com um animalzinho de estimação. Depois seu texto será corrigido e formará um livro de crônicas juntamente com o texto de seus colegas. Então mãos a obra!
4 etapa;
Reescrita de texto:
O professor apresentará alguns textos produzidos por vocês para uma reescrita conjunta, que será feita no datashow. Após essa atividade reveja seu texto e atente para as anotações que a professora fez para você melhorá-lo.
Com ajuda do professor reescreva, agora, o seu texto.E lembre-se ele será publicado em um livro que ficará na biblioteca de sua escola!

  

BIBLIOGRAFIA; Avestruz, de Mario Prata.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Contadores de histórias



É belíssimo o trabalho dos contadores de histórias. As crianças  se aproximam com o interesse de conhecer uma nova história e viver neste mundo de fantasias... Durante a leitura trazemos  todos para um momento incrível, onde é possível viajar sem sair do lugar. As crianças pedem sempre que contem outra história, e quando aprendem que ler é uma atividade divertida e prazerosa, passam a buscar livros e leituras com frequência.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A Sabedoria Vai à Guerra

Um comandante procurou a sabedoria e disse a ela:
-Sabedoria, eu tenho uma grande missão para você e, para acompanhá-la nessa missão,eu lhe darei alguns recrutas que acabaram de se integrar ao nosso quadro de combatentes.
Passado um tempo ,o comandante procurou novamente a sabedoria,dizendo-lhe:
-Sabedoria!Eis aqui: o medo, a coragem, a saudade,  as riquezas,o conhecimento e a alegria.Esses são os nossos novos combatentes .
Leve todos com você para missão e boa sorte!
Porém , algumas pessoas que haviam visto o comandante apresentar esse quadro de combatentes para a sabedoria disseram:
-A sabedoria nunca irá cumprir sua missão com esses combatentes tão inexperientes , que nunca participaram de nenhum combate.
Porém, a sabedoria pegou seus comandados e partiu rumo ao campo de batalha para cumprir sua missão.
Enquanto o grupo caminhava rumo ao campo de batalha , o recruta Medo começou a dizer:
-Nós nunca iremos cumprir nossa missão.
Nós iremos fracassar.
Durante o caminho todo, o recruta Medo passou repetindo tal discurso.
Ao chegar ao campo de batalha , a sabedoria , muito experiente analisou cada um de seus comandados e, logo, percebeu que o Medo estava completamente apavorado e, então, lhe perguntou:
Medo , você quer realmente participar dessa missão
-Não sabedoria!- respondeu o Medo.
Foi aí que a sabedoria resolveu deixar o medo pata trás e adentrou ao campo de batalha com seus comandados.E , ao adentrar ao campo de batalha , o grupo foi logo recebido a tiros pelo inimigo , e, no meio do tiroteio , a Coragem foi ferida. A sabedoria então correu para ver como estava a C , Coragem , que lhe disse:
-Sabedoria , como você vê , eu fui ferida pelo inimigo e não posso mais caminhar com minhas próprias pernas , mas gostaria muito de continuar na missão.
Foi aí que a sabedoria resolveu carregar em suas costas a Coragem ferida. E o grupo começou então a avançar na missão.
Após algum tempo, a sabedoria percebeu algo muito intrigante. Para onde quer que o grupo se deslocasse, logo  se via cercado por inimigos e pensou:
-Ora só pode haver um espião infiltrado em nosso grupo.Não podia ser! Para onde quer que nos desloquemos , logo nos vemos cercados de inimigos.
Foi aí que a sabedoria resolveu matar a saudade.
 Mais a frente, a sabedoria percebeu algo ainda mais intrigante. Ela notou que as Riquezas eram três recrutas muito hábeis em combate. Eram as melhores que ele já havia comandado.Mas, notou também que as Riquezas só ficavam ao seu lado a protegendo, e que , portanto, ela nunca seria capturada pelo inimigo, pois estava sempre sob a proteção das Riquezas . Porém , as Riquezas ao se dedicarem exclusivamente a protegê-la deixavam de certa forma, o Conhecimento e a Alegria desprotegidos.
Foi aí que a sabedoria resolveu repartir as Riquezas, dando uma Riqueza para proteger o conhecimento , outra para proteger a Alegria e a outra Riqueza protegia a ela , a sabedoria, e consequentemente a Coragem , pois a sabedoria ainda carregava nas costas a coragem ferida.
Em meio a um intenso combate , o grupo acabou se perdendo ao cair em uma emboscada. Após um certo tempo , o grupo voltou a se encontrar e, a sabedoria logo notou a falta de um recruta. A Riqueza que estava protegendo o conhecimento então disse:
-Sabedoria , o conhecimento foi capturado pelo inimigo. Então, uma grande tristeza abateu o grupo, e mesmo a sabedoria muito experiente, ficou extremamente desmotivada.Foi quando a recruta alegria resolveu entrar em ação e, ao falar, devolveu toda a motivação ao grupo.
Foi aí que a sabedoria resolveu sempre deixar a alegria falar mais alto 
De repente , a Coragem olhou para a sabedoria e disse:
-Sabedoria, eu estou melhor e já posso andar com minhas próprias pernas. Portanto, pode me pôr no chão.
A sabedoria ficou tão contente com isso que disse ao grupo:
-Agora nós iremos resgatar o conhecimento, onde quer que ele esteja.
O grupo passou então a procurar o Conhecimento e , depois de muita procura, eles o encontraram. O Conhecimento estava amarrado e amordaçado pelo inimigo.
A sabedoria então ordenou as riquezas que ficassem dando cobertura e ordenou a coragem e a alegria que a acompanhassem no ataque.
Foi assim que a sabedoria resgatou o conhecimento e o integrou novamente ao grupo.
Fazendo tudo isso, a sabedoria venceu todas as suas batalhas , cumprindo com êxito a sua missão.
Ao retornar ao quartel, a sabedoria foi recebida com muitas honras pelo comandante, e aquelas pessoas que haviam dito que a sabedoria nunca iria cumprir sua missão  com aquele grupo estavam todas ansiosas para saber o que a sabedoria tinha feito para cumprir sua missão com um grupo tão inexperiente.
A sabedoria então disse, serenamente , a elas:
-Para vencer todas as batalha e cumprir com êxito minha missão, eu fiz o seguinte: deixei prara trás o Medo; carreguei em minhas costas a Coragem;matei a Saudade;reparti as Riquezas ; busquei o Conhecimento;e deixei a Alegria falar mais alto.





A vida é uma sucessão de batalhas . Combata com sabedoria..







TRANFOR[AMAR]  PARA SER FELIZ

Histórias de reflexão


professor ;Alan De Campos.

Editora Wak




Adorei essa historia , gostaria de compartilhar, deem seus depoimentos.. 
Edlene

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Primeiras experiências leitoras e escritas



   Sempre fui incentivada pelos meus pais a ler e escrever, foram eles que me ensinaram a escrever meu nome. Recordo que quando eu tinha 5 anos meus pais me davam papel e lápis párea desenhar, muitas vezes pegava este material e  andava pela casa a procura de palavras, copiava as marcas dos eletrodomésticos, outras vezes pegava alguma embalagem e copiava algumas informações, para mim esta era uma atividade divertida.
Durante a infância junto com os amigos brincava de escolinha, todos tinham a oportunidade de ser professor e aluno, quando estava no 1º ano, comecei a perceber que conseguia ler, foi uma grande descoberta, quando passeava pela cidade de carro ou de ônibus, queria ler tudo que passava rapidamente pelos meus olhos, era incrível; agora todas as letras tinham significado, eu não precisava mais ficar perguntando para os adultos o que estava escrito.
Recordo que o primeiro livro que ganhei foi: “A Fada que tinha ideias”, eram histórias fascinantes!
 

Li muitos livros, fui à biblioteca diversas vezes acompanhada da minha mãe ou do meu irmão, eu escolhia os livros que gostaria de ler, levava para casa, após a leitura eu contava a história para minha família. Sempre gostei de ler, hoje muitas vezes leio mais materiais que necessito para minhas aulas, para os cursos, infelizmente tenho pouco tempo livre para escolher livros como os de romance que me agradam tanto.
Ler nos faz viajar, imaginar, refletir, é muito importante, aprendemos novas palavras, conhecermos novas histórias, ampliarmos os conhecimentos, etc. ler.  As vezes pergunto as pessoas se gostam de ler. Muitos me dizem que não leem porque é chato, porque demora.
Quando a criança é incentivada desde pequena a descobrir o universo da leitura, ela permanecerá neste caminho e buscará os assuntos que mais lhe agradam, ou procurará temas curiosos e interessantes.  Eu sempre tento mostrar aos meus alunos e amigos o quanto divertido e prazeroso pode ser ler.
           Destaco esta frase de Contardo: “ ...A vida é inventada a partir de uma combinatória de sonhos que já foram sonhados.” As vezes durante a leitura de um texto tenho esta sensação, parece que o escritor está escrevendo algo que eu sinto, que já vivi, ou que anseio.
 
Fonte de consulta:
Citação dos depoimentos do site Melhor escola, melhor Gestão, acesso em 29 de maio de 2013.
imagem: www.google.com.br. Acesso em 03 de junho de 2013.